domingo, 12 de janeiro de 2014

A Adaptação do Bebé à Creche a Transição Família/Creche
 
"A Creche constitui uma das primeiras experiências da criança num sistema organizado, exterior ao seu círculo familiar, onde irá ser integrada e no qual se pretende que venha a desenvolver determinadas competências e capacidades.
Por diferentes motivos inerentes à sociedade actual, a família já não consegue realizar sozinha a tarefa de educar uma criança, como tradicionalmente acontecia. Numa sociedade, onde cada vez é maior o número de mulheres que trabalham a tempo inteiro, a efetiva partilha das tarefas do universo público e privado convida a que mulheres e homens dividam responsabilidades em matéria de educação dos filhos, competindo ainda, ao Estado e à sociedade civil proporcionar apoio e suporte às famílias." Manual Sistema de Gestão da Qualidade 2005 e 2010
 
 
 
A adaptação do bebé à Creche continua a ser uma dos aspetos mais estudados, por se tratar claramente de um momento fundamental e muito decisivo na vida de uma criança pequenina. A idade (os meses) que o bebé tem no momento de transição Família/Creche, é fundamental para gerir com qualidade este momento de separação. Quanto mais crescido for o bebé  ou seja a partir dos 6/7 meses, o bebé "sabe" que está a ocorrer algo de diferente do habitual quando é levado diariamente para a Creche. Família e profissionais têm de planear dia a dia, ou mesmo momento a momento o que fazer, saber como agir em conjunto, se o bebé "estranhar" e "ficar triste" com a ausência da Família.
O tempo de cada bebé é único e como tal a disponibilidade para situações um pouco mais difíceis, tem de ser de qualidade: em tempo, em entrega, em relação e em interações.
O diálogo entre todos, Família e Profissionais é fundamental, essencial e imprescindível. Pode não ser fácil inicialmente mas com os tempo, com a entrada nas Rotinas da Creche ajustadas à Rotinas individuais do Bebé que se encontra na fase de adaptação, tudo se torna mais fácil.
 
"Ter em consideração o superior interesse da criança, especialmente quando se encontra a planificar o trabalho, aspecto que implica um trabalho de grande proximidade com a família desta. Há que estabelecer uma parceria forte com a família das crianças que estão ao seu cuidado, de forma a obter informação acerca das capacidades e competências das crianças." Manual Sistema de Gestão da Qualidade 2005 e 2010
 
 
 
"Cada criança lida com a transição casa-instituição de forma pessoal e única: pode agarrar-se a um objeto preferido que a ligue a casa, escolher um brinquedo no espaço onde a deixam e não querer estabelecer contato imediato com a pessoa que a acolhe, ficar a dormitar mais um pouco ou simplesmente não fazer nada. Os níveis de bem-estar das crianças aumentam quando são respeitadas, ouvidas e consideradas. Demonstram mais vitalidade e autoconfiança e mostram-se mais relaxadas e envolvidas nas atividades que elas próprias encetam”

“a finalidade não é conseguir uma transição em que a criança não dá pela mudança, o que não é possível. Também não tem intenção de evitar que a criança não exerça qualquer resistência a separar-se dos pais, o que é uma reação natural. O objetivo é fazer que a criança se aperceba da mudança mas que esta seja positiva pela construção de uma nova relação com o educador, que lhe dará atenção e consolo”

In:
Chiara Bove (2013); Sair de casa para entrar na creche
Graça Cardoso (2013); Transição: uma experiência única para cada criança
Livia Cosmai (2013): Um local que lhes pertence

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