quinta-feira, 9 de abril de 2009

Passo a passo…o bebé vai conquistando o “andar sozinho”…e que grande conquista…


A conquista do andar sozinho é sem dúvida um marco e uma alteração das rotinas da criança e ainda a possibilidade de desenvolver um conjunto de competências muito diversas: “eu já vou buscar o meu urso sozinho…, vou buscar o carro…”
Mas antes do caminhar sozinho, há muito “treino”: andar de mão dada, agarrado a móveis, andarilhos, paredes, mesas, cadeiras…e a postura vai ficando cada vez mais adequada a uma nova e importante fase da vida do bebé.
O texto que se segue é apenas um excerto de um artigo um pouco mais longo de Ana Esteves publicado na Revista Pais e Filhos, no dia 10 de Março de 2009, na sua página na Internet:
"Nos primeiros 12 meses são muitas as etapas que um bebé tem de cumprir para chegar ao ponto de conseguir andar sozinho. A data em que o fazem não tem muita importância. Há limites mínimos e máximos que podem alertar os pediatras para possíveis problemas no caso de serem ultrapassados, mas são apenas indicadores. O certo é que os bebés cumprem uma sequência de aquisições que é igual para todos: primeiro aprendem a segurar a cabeça, depois a rolar, depois a sentar-se, depois a gatinhar ou rastejar (alguns saltam esta etapa), depois andam apoiados em objectos ou na mão de um adulto e, finalmente, andam sozinhos.
Neste processo vão ganhando força muscular, coordenação e equilíbrio, requisitos essenciais para quem quer pôr um pé à frente do outro. Esta é uma habilidade que requer um vasto número de competências motoras e físicas, de força, destreza e coordenação, mas também mentais e de personalidade – confiança, segurança, vontade. Daí que possa variar tanto de bebé para bebé a altura em que conseguem fazê-lo.
Se para segurar bem a cabeça, por exemplo, a variação apontada pelos especialistas vai dos 2 aos 4 meses, para começar a andar o intervalo é o maior de todos: entre os nove e os 18 meses. No entanto, a grande maioria dos bebés dá os primeiros passos entre os 11 e os 14.
Se o seu filho é dos que se demoram mais uns tempos na mobilidade em quatro apoios – o engenhoso gatinhar – não se deixe contaminar pela ansiedade, nem atingir pelas comparações com o filho da vizinha. Goze esta fase fantástica, não force o seu filho, respeite o seu ritmo e dê tempo ao tempo. Ele terá a vida toda para andar pelo seu próprio pé. Porquê ter pressa?
EU já vou sózinho VOU SOZINHO…
A partir do momento em que começam a andar, os bebés sentem o gosto pela liberdade e a vontade de autonomia cresce. Não se admire se o seu filho começar a recusar o colo e até a sua mão, porque agora ele quer explorar o mundo pelo seu próprio pé e ao sabor da sua vontade. Nesta fase, as quedas são o «prato do dia». É preciso muito treino para aprender a controlar variáveis tão importantes como desníveis no chão, inclinações, objectos ou mesmo mudanças de rota, sem perder o equilíbrio.
Se a segurança em casa já era importante, agora torna-se essencial. Até porque não é bom – nem para os pais nem para os filhos – estar constantemente a dizer «Não»: «Não mexas aí, não subas, não desças, não abras, larga isso, eu bem te avisei». Quanto menos objectos perigosos e riscos houver no ambiente onde a criança está, mais à vontade poderá andar nas suas explorações e mais descanso podem ter os pais. Não é saudável estar sempre a agarrar o bebé, sempre ao lado dele, privando-o de espaço para ganhar autonomia e confiança. Se o seu filho sair de uma divisão para outra não vá logo a correr atrás dele – a não ser que exista um perigo eminente. Dê-lhe liberdade de movimentos. Não há melhor arma para crescer.
As crianças precisam de andar, de treinar, de trepar, para continuarem a desenvolver as suas capacidades, por isso devemos criar um ambiente propício a essas exigências e oferecer-lhe novas oportunidades como passeios no parque, onde há relva, areia, terra e declives. Ou seja, onde novos desafios vão estimular novas capacidades. Não se preocupe com a sujidade e liberte-se do medo excessivo de acidentes.
Não podemos evitar todas as quedas. Elas fazem parte do processo de aprendizagem. E em vez de ficar a chorar com o bebé de cada vez que ele cai, limpe-lhe as mãos e os joelhos e incentive-o a seguir em frente. «Já passou!» é sempre melhor que «dói muito, coitadinho».
http://www.paisefilhos.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=1162&Itemid=62

3 comentários:

Anónimo disse...

Olá, acho fantástico o trabalho que faz com bebés e já tive oportunidade de o dizer. Penso que o seu trabalho é uma mostar de que há muito a fazer nessas idades e não há espaço para o estigma de que com bebés não se trabalha.
Parabéns também pelo espaço.
Beijinhos

Anónimo disse...

Obrigada Mara pela mensagem
É verdade que adoro "trabalhar" com os bebés, pois é um brincar imbuído de intencionalidade educativa
Boa Páscoa
Teresa de Matos

Célia disse...

Olá!
Todas as idades são muito gratificantes enquento mãe e educadora mas esta é uma das fases mais gratificante de todas.
Parabéns pelo maravilhoso trabalho realizado.
Jinhos