domingo, 12 de abril de 2009

Partilho com todos os princípios subjacentes ao Projecto Pedagógico da Sala Berçário 2006/2007. Já passaram quase 3 anos, mas continua vivo...





Partilho com todos os princípios subjacentes ao Projecto Pedagógico da Sala Berçário 2006/2007, Já passaram quase 3 anos, mas a equipa fixa Teresa, Tina e Zé e a excelente Estagiária Ana Carrilho, agora Educadora de Infância, tentaram dar vida a esse projecto de diversas formas e algumas ainda são visíveis (e serão durante mais anos). “ A importância das imagens reais no desenvolvimento dos bebés no Berçário”. Refiro-me entre outros aspectos, aos Placards de imagens reais, à identificação das gavetas, entre outros instrumentos informativos/organizativos.

Podemos dizer que em CRECHE nos organizamos de acordo com um conjunto Princípios Orientadores da Prática Pedagógica onde tudo tem de ser feito com intencionalidade educativa, de modo a ajudar as crianças a desenvolver as suas competências aos vários níveis de desenvolvimento.

O Educador é o dinamizador das vivências significativas e vai ter de fundamentar aquilo que faz, tendo em conta não só as características do grupo, mas também as características individuais de cada criança, de uma forma adequada, integrando todos os elementos de ensino e aprendizagem: objectivos, conteúdos, métodos, recursos, organização, actividades e avaliação, de uma forma sensata, coerente, adaptada ao contexto.

De acordo com Jacalyn Post e Mary Hohmann (2000; p. 23), bebés e crianças até aos 3 anos aprendem com todo o seu corpo e todos os seus sentidos. De facto, o simples acto da criança olhar para o nosso rosto permite-lhe avaliar o nosso estado emocional, recolhendo assim as informações do mundo exterior. O simples toque que faz, seja no corpo do adulto, no biberão ou na sua roupa permite-lhe o início de uma tomada de consciência não só de texturas, mas também de sensações agradáveis ou desagradáveis, de temperaturas altas ou baixas. Através da coordenação do paladar, tacto, olfacto, visão, audição, sentimentos e acções, os bebés são capazes de construir conhecimento (POST e HOHMANN, 2000; p. 23).

Devido a isto, Jean Piaget decidiu usar o termo “sensório-motor” para caracterizar esta fase de desenvolvimento do ser humano: Sensório refere-se ao modo como os bebés e as crianças mais novas recolhem informação sobre o mundo através dos seus sentidos; motor refere-se ao modo como aprendem através da acção física (POST e HOHMANN, 2000; p. 23). Podemos, então, dizer que as crianças até aos 3 anos aprendem fazendo.

Assim, no ano lectivo 2006/2007, para além dos princípios orientadores relativos à Creche, tivemos ainda como grade prioridade no Projecto Pedagógico de Sala: “ A importância das imagens reais no desenvolvimento dos bebés no Berçário”
Já passaram quase 3 anos, mas a equipa fixa Teresa, Tina e Zé e a e Estagiária Ana Carrilho, agora Educadora de Infância, tentaram dar vida a esse projecto de diversas formas e algumas ainda são visíveis (e serão durante mais anos). Refiro-me aos Placards de imagens reais, à identificação das gavetas, entre outros instrumentos informativos/organizativos.
O bebé muito antes de falar ou verbalizar já sabe VER, LER IMAGENS, SABE LER SITUAÇÕES…
Por isso podemos afirmar que a criança Vê e Lê antes de falar.
Com base neste pressuposto, ao longo de vários anos tem sido prática e intencionalidade educativa “trabalhar” as imagens reais com os bebés.
As imagens reais são essencialmente as suas próprias fotografias: rostos, em actividades…são também imagens de objectos que façam sentido para as crianças: animais domésticos, chuchas, peluches…
A origem das imagens pode ser: fotografias, recortes de revistas, …
Ao longo do ano desenvolvemos várias actividades, propostas pelos adultos : Painéis, Livros, Ficheiros, Mapas, Quadros…

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Passo a passo…o bebé vai conquistando o “andar sozinho”…e que grande conquista…


A conquista do andar sozinho é sem dúvida um marco e uma alteração das rotinas da criança e ainda a possibilidade de desenvolver um conjunto de competências muito diversas: “eu já vou buscar o meu urso sozinho…, vou buscar o carro…”
Mas antes do caminhar sozinho, há muito “treino”: andar de mão dada, agarrado a móveis, andarilhos, paredes, mesas, cadeiras…e a postura vai ficando cada vez mais adequada a uma nova e importante fase da vida do bebé.
O texto que se segue é apenas um excerto de um artigo um pouco mais longo de Ana Esteves publicado na Revista Pais e Filhos, no dia 10 de Março de 2009, na sua página na Internet:
"Nos primeiros 12 meses são muitas as etapas que um bebé tem de cumprir para chegar ao ponto de conseguir andar sozinho. A data em que o fazem não tem muita importância. Há limites mínimos e máximos que podem alertar os pediatras para possíveis problemas no caso de serem ultrapassados, mas são apenas indicadores. O certo é que os bebés cumprem uma sequência de aquisições que é igual para todos: primeiro aprendem a segurar a cabeça, depois a rolar, depois a sentar-se, depois a gatinhar ou rastejar (alguns saltam esta etapa), depois andam apoiados em objectos ou na mão de um adulto e, finalmente, andam sozinhos.
Neste processo vão ganhando força muscular, coordenação e equilíbrio, requisitos essenciais para quem quer pôr um pé à frente do outro. Esta é uma habilidade que requer um vasto número de competências motoras e físicas, de força, destreza e coordenação, mas também mentais e de personalidade – confiança, segurança, vontade. Daí que possa variar tanto de bebé para bebé a altura em que conseguem fazê-lo.
Se para segurar bem a cabeça, por exemplo, a variação apontada pelos especialistas vai dos 2 aos 4 meses, para começar a andar o intervalo é o maior de todos: entre os nove e os 18 meses. No entanto, a grande maioria dos bebés dá os primeiros passos entre os 11 e os 14.
Se o seu filho é dos que se demoram mais uns tempos na mobilidade em quatro apoios – o engenhoso gatinhar – não se deixe contaminar pela ansiedade, nem atingir pelas comparações com o filho da vizinha. Goze esta fase fantástica, não force o seu filho, respeite o seu ritmo e dê tempo ao tempo. Ele terá a vida toda para andar pelo seu próprio pé. Porquê ter pressa?
EU já vou sózinho VOU SOZINHO…
A partir do momento em que começam a andar, os bebés sentem o gosto pela liberdade e a vontade de autonomia cresce. Não se admire se o seu filho começar a recusar o colo e até a sua mão, porque agora ele quer explorar o mundo pelo seu próprio pé e ao sabor da sua vontade. Nesta fase, as quedas são o «prato do dia». É preciso muito treino para aprender a controlar variáveis tão importantes como desníveis no chão, inclinações, objectos ou mesmo mudanças de rota, sem perder o equilíbrio.
Se a segurança em casa já era importante, agora torna-se essencial. Até porque não é bom – nem para os pais nem para os filhos – estar constantemente a dizer «Não»: «Não mexas aí, não subas, não desças, não abras, larga isso, eu bem te avisei». Quanto menos objectos perigosos e riscos houver no ambiente onde a criança está, mais à vontade poderá andar nas suas explorações e mais descanso podem ter os pais. Não é saudável estar sempre a agarrar o bebé, sempre ao lado dele, privando-o de espaço para ganhar autonomia e confiança. Se o seu filho sair de uma divisão para outra não vá logo a correr atrás dele – a não ser que exista um perigo eminente. Dê-lhe liberdade de movimentos. Não há melhor arma para crescer.
As crianças precisam de andar, de treinar, de trepar, para continuarem a desenvolver as suas capacidades, por isso devemos criar um ambiente propício a essas exigências e oferecer-lhe novas oportunidades como passeios no parque, onde há relva, areia, terra e declives. Ou seja, onde novos desafios vão estimular novas capacidades. Não se preocupe com a sujidade e liberte-se do medo excessivo de acidentes.
Não podemos evitar todas as quedas. Elas fazem parte do processo de aprendizagem. E em vez de ficar a chorar com o bebé de cada vez que ele cai, limpe-lhe as mãos e os joelhos e incentive-o a seguir em frente. «Já passou!» é sempre melhor que «dói muito, coitadinho».
http://www.paisefilhos.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=1162&Itemid=62

segunda-feira, 30 de março de 2009

Um grande espelho no chão onde podemos olhar, caminhar, descobrir, explorar…

A Cláudia, estagiária da ESE fez uma sugestão: colocar um espelho no chão (acrílico espelhado) de forma a podermos perceber de que modo os bebés interagiam com esta nova situação. Um espelho de 2m 50cm por 50cm.
Em diversas situações tínhamos constatado que alguns os bebés exploravam o espelho colocado na parede de diversas formas, tal como já foi registado em mensagem neste blog, que aqui recordo:
“Entre o segundo e o terceiro mês, o bebé sorri para qualquer rosto, inclusive o seu reflectido no espelho. Não é que ele se reconheça. Antes dessa descoberta, explora o espelho como qualquer outro brinquedo. Diverte-se com o reflexo que vê: o de outra criança. Depois do quinto mês é capaz de identificar os pais no espelho. Olha para a imagem e para quem estiver a seu lado, confirmando a informação.
Os bebés também treinam a “fala”, a linguagem, diante do espelho, dando gritinhos. Esse “diálogo” e o estímulo dos adultos atentos, contribuem para o reconhecimento final: por volta dos 10, 11 meses, a criança percebe que é dela a imagem que se reflecte no espelho e começa a dar mais atenção a muitos dos seus movimentos."
(Texto adaptado)
POIS É… TER UM ESPELHO ASSIM, NO CHÃO É MESMO DIFERENTE…ANDO DE GATAS E VEJO-ME, RASTEJO E CONTINUO A VER-ME, BATO COM A MÃO, DOU BEIJINHOS, OLHO PARA O CHÃO E VEJO O TETO…É MESMO DIFERENTE…
ESTA FOI A PRIMEIRA VEZ QUE TIVEMOS ESTA “EXPERIÊNCIA”…SERÁ QUE PARA A SEMANA VAMOS TER OPORTUNIDADE DE EXPLORAR NOVAMENTE ESTE GRANDE ESPELHO???
http://revistacrescer.globo.com

quinta-feira, 26 de março de 2009

As escadinhas de apoio à bancada de higiene...



Uma sugestão...
Aqui vão as escadinhas que podem aliviar a nossa coluna.
Nas salas de Creche estas ESCADINHAS podem ser muito úteis no momento de higiene, evitando peso excessivo na coluna dos profissionais e ainda a possibilidade de contribuir para o desenvolvimento fisico e motor...
O autor foi o Sr Vítor Dionísio, um artista na arte de trabalhar da “madeira” e faz verdadeiras maravilhas...



Experimentem brincar com as Bolinhas de Acúcar


Aqui vai o aspecto da fabulosa caixinha “BOLINHAS DE ACÚCAR
Se entrarem no site GYMBOREE, têm, além dos contactos, o mapa de localização, entre outras informações…
Basta um bocadinho deste líquido no recipiente amarelo e rende imenso…
As bolinhas ficam (imenso tempo redondinhas) por vezes 5 ou 10 minutos
Vejam como ficam lindas na cabeça da minha pequenina Daniela

quarta-feira, 25 de março de 2009

Os bebés...os dentes...as dentadinhas...




Mordidas: agressividade ou aprendizagem?
O primeiro contacto da criança com o mundo
é pela boca e morder faz parte disso.
Ninguém gosta que seu filho seja mordido. Os pais da “vítima”, às vezes, sentem-se culpados por deixarem seu filho num ambiente com tantas outras crianças.
Já os pais do mordedor, quase sempre, ficam envergonhados com o facto. Tanto a família do mordedor quanto a do mordido se sentem preocupados ou agredidas.
Mas o que significa realmente a dentada ou o morder?
O primeiro contacto da criança com o mundo é pela boca. Já reparou num bebé de quatro meses? Ele leva coisas para a boca: mãos, pés, todos os objectos ao alcance vão, mais cedo ou mais tarde, para a boca do bebé.
Ao colocar um objecto na boca, o bebé está experimentando este objecto. Está aumentando seu conhecimento sobre as coisas que o rodeiam. Começa a experimentar diferenças de peso, textura, tamanho, forma. Enfim, a cada “mordidela” ele conhece um pouco mais o mundo ao redor!
A boca é um dos meios mais importantes para o bebé entrar em contacto com o mundo. Além de usá-la para conhecer as coisas, o bebé utiliza-a para outras formas de contacto. Aceitar ou rejeitar alimentos é uma das formas. Chorar também.
Quando surgem os dentes, começam as mordidelas/ dentadas. Vindo da boca, não podia ser diferente: a mordidela/dentada também é uma maneira de conhecer o mundo. E é também uma forma de comunicação com ele.
Mordendo um objecto, a criança pode perceber muitas coisas. A diferença entre duro e mole, por exemplo. Também pode perceber a novidade que é o susto, o choro ou o espanto da criança mordida. Descobrir que a outra reage, é uma grande aventura! E morder pode ser fascinante. Tão fascinante que a criança pode querer repetir, e muitas vezes repete.
Quem são os pequenos mordedores?
Na nossa cultura, frequentemente expressamos carinho brincando com os dentes, sobretudo com bebés, fingindo morder.
Essas acções geram “modelos de imitação” para os pequenos. Eles utilizam esses modelos nas brincadeiras com outras crianças. Porém, ainda não sabem quanta força podem colocar na boca e também não sabem avaliar as consequências desse comportamento.
Isso não quer dizer que seja desaconselhável brincar com a criança usando a boca. Pelo contrário. Desde que respeitadas as particularidades e as sensações da criança, esses momentos podem ser muito afectuosos e de grande intimidade. É preciso apenas ir mostrando que ela pode acabar provocando dor e magoando outras crianças.






Brincar com as garrafinhas sonoras…



No interior das garrafinhas estão vários “elementos” : feijões, arroz, café…mas também tampas plásticas, algodão, …ou simplesmente estão vazias.
Com elas os bebés podem escutar diferentes tipos de “SONS”, com diferentes sonoridades e também pode “escutar o SILÊNCIO”.
As garrafinhas sem som (equivalente ao silêncio) são então observadas pelos olhinhos “questionadores” dos bebés que olham para as garrafas vazias e para nós adultos em “busca” de uma explicação.
Cada vez que se abre a grande caixa plástica que contém as garrafinhas os bebés “correm” para ela, retirando as garrafinhas, para iniciar a sua exploração.
São actividades como estas que representam a verdadeira APRENDIZAGEM ACTIVA.